Património Mundial da UNESCO desde 1979.
O Sítio Arqueológico de Cartago é um dos locais mais emblemáticos da antiguidade mediterrânica, abrangendo os legados das civilizações fenícia, romana, paleocristã, vândala e bizantina. Fundada no século IX a.C. por fenícios de Tiro, Cartago desenvolveu-se como um poderoso império marítimo e rival de Roma. Após sua destruição em 146 a.C., durante a Terceira Guerra Púnica, os romanos reconstruíram a cidade, transformando-a na capital da África Proconsular.
Entre os elementos mais notáveis da Cartago romana estão as Termas de Antonino, um dos maiores complexos termais públicos construídos fora de Roma, com câmaras abobadadas, colunatas voltadas para o mar e extensos sistemas de hipocausto. Também se destacam o Tofete púnico, um cemitério sagrado associado aos ritos religiosos antigos de Cartago, e as cisternas de La Malga, que faziam parte de um sofisticado sistema hídrico romano alimentado por aquedutos.
A colina de Byrsa, coração histórico da cidade púnica, revela camadas arqueológicas que incluem vilas romanas com mosaicos elaborados e restos de basílicas cristãs dos séculos V e VI. Embora Cartago tenha decaído em períodos posteriores, permaneceu habitada e foi um importante centro eclesiástico durante o cristianismo primitivo.
As escavações iniciaram-se no século XIX e intensificaram-se no século XX, levando à proteção do sítio por programas patrimoniais da Tunísia e de organizações internacionais. Atualmente, Cartago é um vasto parque arqueológico que oferece uma narrativa física de milênios, marcada por conquistas, transformações e resiliência. Sua designação como Patrimônio Mundial da UNESCO destaca sua importância global como testemunho do intercâmbio cultural e do legado imperial no mundo mediterrânico.
Fonte: UNESCO World Heritage Centre, Encyclopaedia Britannica, African World Heritage Sites, Tunisian National Heritage Institute, Carthage Museum.




