A casa circular sidama, conhecida localmente como “tugul”, é uma habitação vernácula tradicional emblemática do povo sidama, no sul da Etiópia. Construída principalmente com bambu, representa uma arquitetura sustentável, adaptada ao clima e profundamente enraizada nas tradições comunitárias e no respeito ambiental.
O tugul sidama tem forma de colmeia e é feito com bambu e palha obtidos localmente. Em fases guiadas pela comunidade, ergue-se um poste central em torno do qual se constrói uma malha de bambu, formando rapidamente uma estrutura robusta e autoportante. O telhado alto e pontiagudo permite o rápido escoamento das chuvas intensas, reduzindo a entrada de água e prolongando a vida útil da construção.
O interior é multifuncional — servindo como espaço para dormir, cozinhar ou armazenar — com divisórias móveis conforme a necessidade. A ventilação e o conforto térmico ocorrem naturalmente graças à estrutura respirável do bambu e ao teto elevado. As casas mais recentes apresentam paredes pintadas, expressando estética e funcionalidade.
Além da eficiência ambiental, os tugul reforçam a coesão social: o processo de construção é realizado por equipes de artesãos Chinacho, com apoio dos familiares — um verdadeiro ritual de cooperação e interdependência. Essa arquitetura representa um modelo sustentável — de baixo carbono, renovável e produzido localmente —, mas enfrenta desafios como o declínio do acesso ao bambu e a pressão por materiais modernos.
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Fontes: Denamo A. Nuramo, Naturalhomes, SCIplanet.




