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Torre Casablanca Finance City / Morphosis Architects

Date: Competition (Nov 2011 - Jan 2012)
Area: 21,000 sqm
Architect: Morphosis Architects
Client: Moroccan Financial Board
Rendering: Sam Tannenbaum, Jasmine Park, Nathan Skrepcinski, Josh Sprinkling, Stuart Franks.

Project Team: Debbie Chen, Stuart Franks, Farah Harake, Edmund Ming Yip Kwong, Brian Richter, Go-Woon Seo.
Collaborators: Local Architect – Omar Alaoui Architectes. Design director – Thom Mayne. Project Principal – Ung-Joo Scott Lee. Project Designers – Nicolas Fayad, Hunter Knight. Advanced Technology – Cory Brugger, Stan Su. Project Assistants – Jessica Chang, Alayne Kaethler, Eric Meyer, Nicole Meyer, Vincent Parlatore, Shin Park, Benjamin Salance, Legier Stahl, Luke Yoo.
MEP Engineer: Tractebel Engineering (GDF Suez) / ARUP (Competition Phase).
Structural Engineer: Tractebel Engineering (GDF Suez) / Thornton Tomasetti (Competition Phase)
Acoustic: Tractebel Engineering (GDF Suez)
Fire Consultancy: Tractebel Engineering (GDF Suez)
Facade: VS-A Architectes d.p.l.g / Ingeniere de L’Enveloppe
Lighting: Tillotson Design

Torre Casablanca Finance City – Descrição de Morphosis Architects. 

As torres definem o carácter de uma cidade a uma escala macro. Silhuetas e pináculos tornam-se ícones culturais, ligando simbolicamente os seus patronos e inquilinos à composição da cidade. Independentemente da sua presença na linha do horizonte, as torres devem necessariamente envolver também o domínio público a nível da rua. Esta relação crítica com o plano do solo tem o mesmo peso na concepção de um edifício, determinando se um edifício será um participante activo no tecido urbano ou uma estrutura discreta e isolada.

A torre de Casablanca Finance City explora esta noção de dupla activação, reconsiderando a tipologia icónica da torre que frequentemente desengata um edifício da experiência pedestre. A coroa cónica de um edifício alto sugere exclusividade e prestígio; ao espelhar este ápice em direcção à rua, a torre estende a sua forma icónica à escala humana, activando a paisagem urbana baixa com programação comunitária e espaço público.

Courtesy of Morphosis Architects

O conceito de dupla coroa permite que o edifício sirva simultaneamente como símbolo do desenvolvimento próspero de Casablanca-Anfa e como um nó social que liga a torre ao seu contexto.  O design programático e de circulação trabalham em conjunto com este conceito de dualidade, a fim de alcançar espaços excitantes tanto internamente como como parte do contexto urbano maior, uma estratégia de design crítica para o crescimento e sustentabilidade de uma cultura de cidade vibrante para Casablanca-Anfa.

A Torre detém uma posição central no desenvolvimento de Casablanca-Anfa e do Centro Financeiro de Casablanca.  Como um dos primeiros projectos de construção a ser previsto no novo plano director do distrito, a Torre servirá de precedente para o crescimento futuro da cidade; como tal, deverá assumir um papel de liderança na promoção da excelência do design e da responsabilidade ambiental.  Em conjunto com a sua forma prospectiva, a torre emprega tecnologias testadas e de vanguarda para abordar questões ambientais críticas presentes e futuras, assegurando simultaneamente flexibilidade para futuras adaptações.

Courtesy of Morphosis Architects.

A Torre tira partido de vários conceitos de sustentabilidade em todo o edifício para alcançar um alto desempenho e eficiência energética.  O elemento mais dominante é o manto de brise-soleil (Moucharabieh) que envolve o corpo principal da torre.  O padrão delicadamente texturizado das barbatanas de betão proporciona uma protecção solar para o espaço interior, reduzindo o ganho de calor sem eliminar as vistas para os utilizadores.

Para aumentar ainda mais a produção de energia, as células fotovoltaicas são incorporadas no vidro frito nos níveis superiores da torre para minimizar a dependência de fontes de energia externas.  Além disso, os pisos superiores beneficiam da implementação de uma chaminé térmica entre uma fachada envidraçada dupla, que tanto isola a fachada como cria um sistema de circulação de ar passivo.

A combinação destas estratégias de concepção culmina numa nova e excitante perspectiva para Casablanca-Anfa, posicionando a torre como uma referência na viagem de crescimento da cidade e um farol do seu espírito visionário.

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