Aquiles Eco Hotel – Descrição de Ramos Castellano Arquitectos.
Na praça principal duma pequena aldeia piscatoria, o Aquiles Eco Hotel tenta integrar-se na arquitectura e na estrutura social do lugar.
A arquitetura é simples, flexível, dialoga com as outras casas e construções 13 quartos em madeira da dimensão dum contentor 2.5×7.5, postos dentro duma estrutura de betão armado à vista pintado com cal branca.

A ilha de São Vicente com um clima tropical seco flagelados pelos ventos alíseos é muito frágil em termos de materiais. Só pedras e areia, protegidas pelas leis e não renováveis a curto prazo.
Por esta razão a madeira certificada para os quartos, renovável, fácil de montar e desmontar fácil para transportar é sustentavel. Devido a uma imprevisível demanda turística, os proprietários escolheram uma solução flexível, fácil de ser transferida para outro lugar, ou ser desmontada e utilizada em outro contexto ou país.
O hotel é um protótipo, cada solução é feita pensando globalmente mas agindo localmente.
A água das duchas nos quartos é reciclada e reutilizada nas sanitas, num próximo futuro, painéis foto-voltaicos serão postos no telhado para produção de energia eléctrica.
O rés do chão alberga a receção, a cozinha e a sala de estar do restaurante. Um chão de betão e mobiliário simples feito de madeira reciclada (utilizada para o betão) são a principal decoração destes espaços abertos.
O primeiro e o segundo andar são iguais, 6 quartos da dimensão dum contentor 7.5×2.5×2.5, e um armazém.
O rés-do-chao tem uma recepcão, a sala-restaurante, e a cozinha. Pavimento em betão pulido, e móveis simples feitos a partir de madeira reciclada utilizada nas cofragem do betão armado.
O último piso tem uma suíte com vista para o mar, a lavandaria e um grande terraço.

Os quartos tem uma configuração básica que corresponde e se enquadra no modo simples de viver da vila piscatória. Não tem ar condicionado, que não é preciso devido ao recurso à ventilação cruzada no prédio. Não tem televisão com o propósito de convidar os turistas a visitar a vila e a praia, ao invés de ficar nos quartos. Instalações de baixa tecnologia. E mínimas mensagens visuais, para deixar o hóspede se concentrar em si próprio e no ambiente à volta.
Os quartos são feitos com um simples esqueleto de barrotes em madeira 8×8 e a sua pele é feita com painéis na mesma madeira. Peças d’arte do artista arquitecto Moreno Castellano são expostas no hotel.


























