Património Mundial da UNESCO desde 1988.
A Medina de Susa é um exemplo clássico de fortificação costeira e planeamento urbano islâmico primitivo. Fundada no século VIII e expandida durante o período Aglábida no século IX, Susa desempenhou um papel vital na defesa de Ifríquia e do Mediterrâneo. As suas robustas muralhas—construídas em arenito e terra batida—cercam um núcleo urbano compacto que se mantém notavelmente intacto.
O monumento mais icónico da medina é o Ribat de Susa, um mosteiro-fortaleza construído no final do século VIII que combina funções religiosas e defensivas. A sua torre quadrada servia como minarete e posto de observação. Nas proximidades encontra-se a Grande Mesquita de Susa, construída em 851, conhecida pela sua aparência austera e fortificada, decoração mínima e paredes ameadas. Outros elementos importantes incluem a casbá, a Mesquita de Bou Ftata e o Museu Arqueológico instalado na antiga cidadela.
A malha urbana da medina apresenta ruelas estreitas, mercados cobertos e casas caiadas que refletem um equilíbrio cuidadoso entre defesa funcional, vida religiosa e necessidades comunitárias. Situada numa baía proeminente, Susa foi um ponto central nas redes comerciais marítimas e caravaneiras que ligavam o Magrebe islâmico ao Mediterrâneo.
Reconhecida pela UNESCO em 1988, a Medina de Susa satisfaz critérios pelo seu testemunho cultural, significado arquitetónico e preservação do tecido urbano tradicional. Os projetos de restauração têm-se concentrado na manutenção das antigas muralhas, proteção contra a erosão marítima e reforço da gestão patrimonial. Hoje, Susa continua a ser uma cidade histórica dinâmica onde locais religiosos seculares e souks movimentados coexistem com a vida quotidiana, preservando tanto a estrutura como o espírito da cidade.
Fonte: UNESCO World Heritage Centre, African World Heritage Sites, Wikipedia, ArchNet, Sousse Archaeological Museum.




